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20 outubro 2014

Se libertando

Se libertando 

Toda essa histeria, toda essa comoção
Tempo, espaço, energiasão apenas uma noção
O que nós conceituamos, nós criamos
Todos que amamos, todos que odiamos.
Onde é o começo, onde é o fim
Tempo é curto, tão difícil de medir
As promessas quebradas, quais seus significados
As cartas de amor, nunca enviadas


Salto quântico

Salto quântico

Procurei por você em colinas e vales
Procurei por você além do limite
Procurei por você em todos os cantos
Minhas buscas foram às vezes misteriosas
Mas em toda parte que procurei, encontrei
Estava apenas rodando e rodando
Em cada tempestade, em cada ventania
Podia ouvir sua fala silenciosa

Você apareceu em todo lugar que fui
Em cada sabor, em cada aroma
Pensei que estava em transe
Em cada tremor senti sua dança
Em cada visão, vi seu olhar
Você estava lá, como que por acaso.

Mesmo assim, hesitei 
Apesar do fato, minha vida mudou
Todas minhas dúvidas foram lutas em vão
De julgamentos, transformados em memórias de dor
Somente agora, deixando ir
Posso me aquecer em seu calor
Não importa onde eu esteja
Vejo o esplendor de sua exposição 
Em cada drama sou o ator
Em cada experiência, o fator eterno

Em cada relacionamento, em cada feito
Você está ali, como a semente
Agora sei, porque vi
O que poderia ter acontecido, poderia ter sido
Não há necessidade de tentar tão duramente
Pois em sua manga você tem a carta
Para cada sorte, cada fama
O Reino está aqui para clamarmos
Em cada fogo, cada lareira
Há um brilho que concede novo nascimento.

Para todas aquelas canções nunca cantadas
Todos aqueles desejos nos corações ainda jovens
Além de toda audição, além de toda vista
No âmago do seu Ser
Há um campo que abrange infinidade
Puro e ilimitado é o embrião da divindade
Se pudéssemos por um momento SER
Em um instante veríamos 
Um mundo onde ninguém sofreu ou lutou
De beleza original nunca manchada
De águas cristalinas, céus cantantes 
De colinas e vales onde ninguém morre.


Aquele jardim encantado, aquele lugar maravilhoso
Onde uma vez brincamos em tempo de graça
Profundamente em nós mesmos
Naquele terreno de lixo, naquele amontoado
Debaixo daquele monte de culpa e tristeza 
Está o esplendor de um novo amanhã
Se você ainda tem promessas a manter
Apenas pegue o mergulho, pegue o salto.

Ryan White

Ryan White

Ryan White, símbolo da justiça
Ou filho da inocência, mensageiro do amor
Onde você está agora, para onde você foi?

Ryan White, sinto saudades de seus dias ensolarados
Brincávamos despreocupados, em longos jogos

Sinto saudades de você, Ryan White
Saudades do seu sorriso, inocente e brilhante
Saudades de sua glória, saudades da sua luz

Ryan White, símbolo da contradição
Filho da ironia, ou filho da ficção?

Penso em sua vida despedaçada
Em seu esforço, em sua luta

Enquanto senhoras dançam em noite enluarada
Festas de Champanhe em cruzeiros fretados
Vejo sua forma desperdiçada, sua fantasmagórica visão
Sinto suas feridas supurando, seus machucados

Ryan White, símbolo de agonia e dor
Do ignorante medo passado a loucura
Em uma sociedade histérica
Com ansiedade vertiginosa
E piedade fingida

Sinto falta de você, Ryan White
Você nos mostrou como suportar e lutar
Na chuva você foi um dilúvio de alegria
O brilho de esperança em cada menina e menino

Nas profundezas de seu angustiado sofrimento
Estava o sonho de um outro amanhã.

Quando os bebês sorriem

Quando os bebês sorriem

 Quando sonhadores sonham e beijam seu amado
E arco-íris crescem e espalham sua cor
Estes são momentos vivos com glória
Nós pegamos embalo, mergulhamos
No abismo
Ficamos suspensos um tempo
Estes são os momentos que bebês sorriem


Estes são os momentos que o destino se revela
Nada é impossível e nós nos curamos
Podemos decolar, podemos voar
Na luz de uma estrela cintilante
Não há distancia, nada é longe
Estes são momentos de engano inocente
No brilho
Ficamos suspensos um tempo
Estes são os momentos que os bebês sorriem


Estes são os momentos quando o coração é tenro
Quando as visitas marítimas resplandecem em magnífico esplendor
Quando a alegria d paraíso reverbera a Terra
E somos renovados em um novo nascimento
Em uma Eternidade sem fim
Na fraternidade dos anjos
Nós brincamos e rolamos
O playground da nossa alma
Nos crepúsculo
Ficamos suspensos por um tempo
Estes são os momentos que os bebês sorriem


Estes são os momentos que somos um só Deus
Tudo está bem, nada é estranho
Em reflexão silenciosa
Sentimos nossa perfeição
Somos a fonte, somos a caçarola
Nada pode nos ferir, pois somos invencíveis
Não há pecado, não há pecadores
Só podemos vencer, sentimos o vislumbre
Na alegria
Nós flutuamos um tempo
Estes são os momentos que os bebês sorriem

Reinos tombam, perdem a classe
Civilizações desmoronam, eras passam
Temporais turbulentos enfurecem os mares
Mortes violentas, apesar de nossos protestos
Porém gotas de orvalho brilham quando as crianças brincam
Tiranos choram, não há nada pra se destruir
Fadas dançam e duendes cantam
Todos estão juntos, todos são rei
No jardim
Saltamos por um tempo
Estes são os momentos que os bebês sorriem

Por hoje chega

Por hoje chega

 Ensaios de dança podem passar da meia noite, mas desta vez eu parei às dez.
"Espero que não se importe", eu disse olhando para o espaço acima, "mas por hoje chega".
A voz na sala de controle soou "Você está bem?"
"Um pouco cansado, eu acho" eu disse.

Enfiei uma jaqueta e segui pelo corredor. Passos apressados vieram atrás de mim. Já estava bem certo de quem eram. "Eu te conheço bem demais", ela disse me alcançando. "O que houve?"
Eu hesitei. "Bom, eu não sei como isso vai soar, mas eu vi uma foto hoje nos jornais. Um golfinho se afogou numa rede de pesca. Do modo que seu corpo foi marcado pela rede, dava para ver sua agonia. Seus olhos estavam apagados, mas ainda existe o sorriso, aquele que os golfinhos nunca perdem quando morrem..." Minha voz se esgotou.

Ela encostou sua mão na minha. "Eu sei, eu sei."
"Não, você não sabe ainda. eu não só fiquei triste ou tive que encarar o fato de que um ser inocente morreu. Golfinhos adoram dançar - de todas as criaturas marítimas, esta é a marca deles. Eles não nos pedem nada em troca, eles dão cambalhotas em meio as ondas enquanto maravilhamos. Eles correm na frente dos navios, não para vencer a corrida, mas para nos dizer 'Com tudo podemos brincar, mantenha a rota, mas dance no caminho'."

"E ali estava eu, em meio ao ensaio, e pensei 'estão matando a dança'. E pareceu certo interromper. Não posso impedir a dança de ser morta, mas ao menos posso fazer uma pausa em memória, como um dançarino, pra outro. Não faz sentido isso?"

Seus olhos eram ternos. "Claro, provavelmente ainda passarão anos até que todos concordem em como resolver isso. Tantos interesses estão envolvidos. Mas é muito frustrante esperar melhoras no amanhã. Seu coração queria poder resolver agora."

"Sim", eu disse, abrindo a porta para ela. "Eu tive essa sensação, por hoje chega".


Planeta terra

Planeta terra

Planeta Terra, minha casa , meu lugar
Uma caprichosa anomalia no mar de espaço
Planeta Terra, você fica apenas
Flutuando aí, uma nuvem de poeira
Um globo inferior, pronto para se despedaçar
Um pedaço de metal, se tornando enferrujado
Uma pinta de importância eu uma vazia insensatez
Uma solitária nave espacial, um enorme asteróide

Frio como uma rocha sem cor
Unidas com um pouco de cola
Algo me diz que isso não é verdade
Você é minha querida macia e azul
Você se importa, tenha uma parte
Nas profundas emoções de meu coração
Tenro com a brisa carinhosa e inteira
Vivo com música, assombrando

Em minhas veias eu sinto o mistério
Dos corredores do tempo, dos livros de história
A vida canta de épocas vibrando em meu sangue
Tem dançado o ritmo da maré e da enchente
Suas misteriosas nuvens, sua elétrica tempestade

Foram tempestades turbulentas em minha própria forma
Eu experimentei o salgado, o amargo, o doce
De cada encontro, de paixão, de calor
Sua cor desordeira, sua fragrância, seu sabor
Tem emocionado meus sentidos além de toda pressa
Em sua beleza, eu conheço a maneira
Da brisa eterna, deste momento de agora

Planeta Terra, minha casa, meu lugar
Uma caprichosa anomalia no mar de espaço
Planeta terra, você fica apenas
Flutuando aí, uma nuvem de poeira

Um globo inferior, pronto para se despedaçar
Um pedaço de metal, se tornando enferrujado
Uma pinta de importância em uma vazia insensatez
Uma solitária nave espacial, um enorme asteróide
Frio como uma rocha sem cor
Unidas com um pouco de cola
Algo me diz que isso não é verdade
Você é minha querida, macia e azul
Você se importa, tenha uma parte
Nas profundas emoções de meu coração
Tenro com a brisa carinhosa e inteira
Vivo com música, assombrando minha alma

Planeta Terra, gentil e azul
De todo o meu coração, eu te amo.


Olhe de novo bebê foca

Olhe de novo bebê foca

Uma das fotografias mais emocionantes da natureza é a de um bebê foca deitado sobre o gelo e sozinho. Tenho certeza de que você viu – a foto parece ser toda olhos, os olhos confiantes e escuros de um animal pequeno observando a câmara e dentro de seu coração.

Quando eu olhei para eles pela primeira vez, os olhos abertos perguntaram, “Vai me machucar?” Soube que a resposta era sim, porque milhares de bebês focas foram assassinados todos os anos. Muitas pessoas foram tocadas pelo desamparo do bebê foca. Elas deram dinheiro para salvar as focas, e anúncios públicos começaram a serem feitos.

Conforme eu olhava para as fotos, aqueles dois grandes olhos começaram a dizer algo diferente. Agora eles perguntaram, “Você me conhece?” Desta vez eu não senti tanta dor de cabeça como quando eu senti a violência do homem sobre os animais. Mas notei que ainda havia uma grande lacuna.

Quanto eu realmente sabia sobre a vida na terra? Que responsabilidade eu senti por criaturas fora do meu pequeno espaço? Como eu poderia conduzir minha vida de modo que cada célula viva fosse também beneficiada? Cada um que começou a se maravilhar com estas coisas achou, na minha opinão, que seus sentimentos foram se afastando do medo com direção à vida como um todo.

A beleza e a maravilha da vida começaram a parecer muito pessoais; a possibilidade de fazer do planeta um jardim para todos nós crescermos começou a surgir. Procurei nos olhos do bebê foca, e pela primeira vez, eles sorriram. “Muito obrigado,” disseram. “Você me deu esperança.” Aquilo basta? Esperança é uma palavra bonita, mas ela muitas vezes parece muito frágil. A vida ainda está sendo machucada e destruída sem necessidade.

A imagem de um bebê foca sozinho sobre o gelo ou uma garota órfã na guerra ainda é assustadora em seu desamparo. Percebi que nada finalmente salvaria a vida na terra além da própria confiança na vida, em seu poder de curar, em sua habilidade de sobreviver nossos erros e nos receber de volta quando aprendermos a corrigir tais erros.

Com estes pensamentos em meu coração, procurei na foto de novo. Os olhos da foca pareceram mais profundos agora, e eu vi algo neles que eu não percebi antes: força inconquistável. “Não me machuque,” eles disseram. “Não sou um bebê sozinho. Sou vida, e vida nunca pode ser assassinada. É o poder que me trouxe adiante do vazio do espaço; cuidou de mim e nutriu minha existência contra todos os perigos. Estou seguro porque sou aquele poder. E você também. Fique comigo, e nos deixe sentir o poder da vida juntos, como uma criatura aqui na terra.”

Bebê foca, nos perdoe. Olhe para nós novamente e novamente para ver o que estamos fazendo. Aqueles homens que levantam suas clavas sobre vocês, também são pais e irmãos e filhos. Eles amaram e cuidaram de outros. Um dia eles extenderão aquele amor para você. Tenha certeza e confie.